quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TELEVISÃO: Ele é o melhor do Brasil.


Por Natacha de Mendonça


O melhor do Brasil esta no ar desde 2005, ou seja, está no ar há 6 anos. Mas tenho certeza absoluta que você não se lembra dele até o Rodrigo Faro assumir a apresentação.
O Rodrigo sempre esteve na TV, mas ele me conquistou mesmo em “Chocolate com Pimenta” (2003) com um personagem fofo e romântico.
Então num “golpe” do destino, o antigo apresentador do “Melhor do Brasil” decidiu trocar de emissora, para ir ser protagonista em uma novela. Nunca assistia ao programa, sempre passava por ele enquanto zapeava pelos canais.
Não sei em que momento começou o tal do “dança gatinho”, mas um dia eu assisti e achei hilário! Achava vergonhoso assistir a um programa desse nível a ler um livro ou ver um filme Cult, mas era inevitável, havia sido fisgada pela qualidade do Faro.
Então um dia eu tava numa amiga, que sempre recriminou meu gosto por novelas e programas da TV aberta, porque ela é do tipo TV a cabo fã que só via seriados e coisas intelectuais como documentários do animal planet (que eu considero ideal para insônias) e ela solta: “Tá na hora do Melhor do Brasil”, eu fiquei tão chocada que parecia que eu tinha acabado de ver uma vaca voando. Assistimos, rimos e comentamos sobre o programa.
Um dia, na casa do meu namorado, sem pique pra sair devido ao frio, sem filmes legais na TV a cabo, falei “Vamos ver o Melhor do Brasil”, ele protestou,claro, mas depois de ver ele amou o programa, é mega hilário.
Então hoje, já faz uns 2 anos que a gente assiste sempre que pode ao programa. Não é que eu agrego algo à minha formação, é que o Rodrigo soube colorir algo que era insosso. (E olha que estou falando apenas desse programa, ele arrasa em ídolos também). Já vi pessoas criticando ao programa, por “não ter conteúdo”, eu digo que toda a TV não o tem, e o que tem não é tão assistido.
Uma vez vi em algum lugar ele declarando que a idéia do dança gatinho surgiu porque ele sempre fez muitas brincadeiras nos corredores da RECORD e falaram que ele devia levar pro programa. Ele não só levou como a idéia foi um sucesso.
Então eu parabenizo ao lindo, charmoso, atencioso Rodrigo Faro pelo excelente trabalho que faz na Record hoje. Você é o melhor apresentador do Brasil, porque nos envolve completamente! E admiro ainda mais por ser um marido fofo e um pai que toda criança quer ter. Ele mostrou que é uma pessoa completa, e que é ator, apresentador e cantor sempre.
Não preciso desejar sucesso ao programa, porque é disparada a coisa mais legal de assistir aos sábados. Acho que a Record nunca fez uma contratação tão excelente como essa!
Se você ainda não assistiu ao programa, veja, é ótimo e quebrou preconceitos de pessoas que nunca assistiriam a um programa com quadro de namoros!
Se assistiu pendure aqui sua opinião e admita se você não fica esperando pela próxima imitação do Faro?
Beijos,
Natacha.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MÚSICA: Nirvana in Box


por Bruno Oliveira


Estamos vivendo o Rock In Rio, este evento que ativa nossas emoções, que faz o nosso coração palpitar a cada momento em que nossos ídolos, ou melhor Deuses, ícones de referências se apresentam nos palcos incríveis da cidade do Rock. Além da nossa adrenalina ir a mil, é hora de soltar a voz e dizer: Viva o Rock n’ Roll!, este movimento que moveu diversas gerações onde muito de nós temos, pais, tios e até mesmos avós que uma hora ou outra relatam como foram suas experiências com este gênero musical, que geralmente se desperta na adolescência, cheia de vitalida, energia e é claro rebeldia, nosso caráter revolucionário e nossos ideais estão a mil e é isso que compõe a nossa força quando somos jovens.


Nirvana...Tá ai uma banda que compôs o momento tão enlouquecido e rebelde da minha vida...A adolescência (na verdade está banda faz parte de mim até hoje!). Me lembro das festas embaladas por “Smells like teen Spirit”, onde todos sentiam o cheiro da juventude entrarem em seus pulmões ávidos por rock n’ roll. Era durante aniversários, shows ou qualquer outro evento de música que a galera da camiseta preta de banda, da calça jeans rasgada e do all-star, de preferência bem velho, cantava frenéticamente este hino desta banda que marcou geração.

Os jovens daquela época se assemelham, muito com os de hoje, somos embalados por paixão! Paixão a vida, paixão ao próximo! O amor se encontra entre uma paixão e outra.ai vem as nossas “Polly”!Assim como Kurt Cobain, sempre nos apaixonamos por uma garota, de preferência inteligente, que tenha noção de guitarra e ainda por cima,vocalista da banda do seu primo,irmão ou qualquer outro parente, mas ali está ela! Endeusada sob um signo, seu próprio nome. Podíamos mudar o ritmo quem sabe “In Bloom”, florescendo o amor em nosso peito ou “Drain you” quando ela está próxima a você, e os lábios vermelhos, não importa “Come as you are”, como ela está, você a quer! E ela sempre te recusa! Normal em todo ser sob o signo de mulher!

Mas os jovens não são embalados só por amor e como eu já deixei claro, temos muita fúria. Seja em nossas “Lounge act” , sala de estar ou até mesmo “On a Plain” em uma planície, embebidos por um certo “Lithium” que causa vertigem ,temos nossos ideiais. Não somos feitos só para ‘Breed”, a propcriação, temos que “Territorial pissing” marcar nosso território. Mas não é por isso que você precisa ter medo da nossa juventude, “Stay away”, nunca! Fique sempre por perto, pois estamos sempre planejando “Something in the way”, sempre há algo em nosso caminho que podemos mudar!
É com essa singela homenagem ao segundo álbum do Nirvana intitulado “Nevermind”, que eu venho divulgar que esta semana não é importante só por causa do Rock in Rio,Também! Mas pelo lançamento da edição de 20º aniversário deste álbum. Peça digna para os apreciadores do Bom e velho Rock. Parece que foi ontem que os meninos de Seattle estavam lançando este álbum, mas precisamente em setembro de 1991. A Super Deluxe Edition virá com uma série de raridades e remixes em um box com quatro CDs e um DVD. Estes CDs incluem o álbum completo remasterizado, demos, B-sides e ensaios. Tudo isso sob supervisão do produtor Butch Vig nos estúdios Smart.

Uma nova perspectiva sobre o álbum é oferecido na forma do "Devonshire Mixes" – uma mixagem diferente feita por Vig, que difere da versão original feita por Andy Wallace. Gravações ao vivo das sessões da BBC e o show de 1991 no Teatro Paramount em Seattle completam o pacote. Apenas 10.000 cópias da Super Deluxe Edition serão lançadas na América do Norte, enquanto outras 30 mil para o resto do mundo, e isso é bom, não é verdade? Lançado em setembro de 1991, "Nevermind" já vendeu mais de 30 milhões de cópias e passou 253 semanas na parada Billboard 200, desbancando Michael Jackson do topo. (Fontes www.destak.p)

Então meus caros amigos e leitores, assim que estiver disponível em uma loja de música, especializada é claro, aqui no Brasil, algumas lojas inclusive trabalham sob encomenda, não perca tempo e compre esta versão de um dos melhores álbuns do Nirvana. E viva o ROCK N’ ROLL!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TEATRO: A Carne Exausta


por Fábio Dias R.


Esse fim de semana tive a oportunidade de ver uma despretensiosa peça chamada A Carne Exausta. O nome pode soar estranho mas após todos os atos exibidos você entenderá. Eu fiquei encantado com as três "meninas" que protagonizam o espetáculo. A atuação delas impressionam. Nessa peça é possível você se emocionar e dar altas gargalhadas. A cenografia, sonoplastia, trilha sonora e direção não deixam a desejar.




O espetáculo A Carne Exausta conta a história de diferentes mulheres ao longo de uma quarta-feira de junho, véspera de Corpus Christi. A trama é composta por cinco histórias independentes e que levam o espectador do drama ao humor. A direção é de Paulo Azevedo.Mergulhados no universo feminino, episódios como o da poetisa que é salva de uma bebedeira pela ex-namorada e o da menina rica que renuncia a tudo para virar operadora de telemarketing garantem a diversão da plateia.

Ficha Técnica
Texto:
Cássio Pires
Direção: Paulo Azevedo
Elenco: Erica Montanheiro, Juliana Mesquita e Lígia Yamaguti

ONDE:
Teatro João Caetano
Rua Borges Lagoa, 650, Vila Mariana
Preço R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)
Horários: Sexta, Sábado às 21 h; e domingo, 19h.


Corram que é a última semana! E os preços estão super acessíveis!!!
A partir da próxima semana a peça estará em:
05/10 Pindamonhangaba
08/10 Sertãozinho
16/10 Botucatu
21/10 Mogi das Cruzes
26/10 Suzano
02/11 Atibaia


Fica a dica!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

VIAGEM: O Rio de Janeiro continua lindo.



Por Natacha de Mendonça

Olá queridos, quanto tempo não?
Hoje quero falar um pouquinho sobre uma cidade belíssima, que está sob os olhos do mundo.
O lugar que o mundo conhece por sua beleza e violência. Apresento-lhes minha visão do Rio de Janeiro!

LEBLON/IPANEMA
Meu namorado que me perdoe, mas eu nunca vi tanto homem bonito por m² como nesse bairro delicioso, quer dizer, bonito RS. Eu e minha mãe ficamos sem saber o que olhar, tamanha a oferta de gente linda e sarada. Sendo justa, as mulheres são lindas também, gostosinhas e durinhas, bronzeadinhas e saradinhas, causa uma inveja no coração alheio (o meu).
Eu sei que Leblon e Ipanema são considerados bairros diferentes, mas eles são tão juntos que nem os cariocas que eu conhecia sabiam me explicar onde era um ou outro.
Não sei se a beleza e o clima desses bairros são diretamente proporcionais à grana de quem mora lá, mas super recomendo uma visitinha a ele.
Lá é o tipo de lugar que você adota sabe? Ele é movimentado, mas consegue ter um clima intimista. Tem muita diversão (bares, restaurantes e boates) e livraria 24h (eu adoro isso!).

LAGOA RODRIGO DE FREITA
S

Pensa num lugar com um cheiro de natureza? Com diversos tipos de lazer, gente bonita (eu sei, de novo) e muito lugar bacana pra conhecer. É tipo um parque Ibirapuera só que diferente! Tem parque, mas tem restaurantes, pode andar de bicicleta, comer, sentar na grama, ler, praticar esportes, é uma delícia de lugar.
Eu tive o prazer de vê-la decorada na época do Natal (há muiito tempo atrás). Ela fica absolutamente fantástica!
E claro que andei de pedalinho, tem coisa mais legal que pedalinho numa lagoa? ( jestqui, barco e mi mi mi, mas to falando de coisas acessíveis for me ok?)

COPACABANA

Talvez uma das praias mais famosas do Brasil. Conhecida pela queima de fogos na virada do ano e pelo famoso hotel Copacabana Palace.
Tem teatros, bares, cinemas, cafés e feirinhas de artes.
Não tem tanta gente bonita, tem mais idosos e pessoas com cachorros nas ruas! Haha

BONDINHO DO PÃO DE AÇÚCAR

Se tudo acima não foi motivo suficiente pra você se interessar por essa cidade, vem agora um dos motivos mais fortes: A vista da baía da Guanabara.
São dois morros como todos devem ter notado (rs) , você embarca no primeiro rumo ao morro da Urca, e lá você pega o segundo sentido ao pão de Açúcar, é um dos lugares com mais estrangeiros por m² que já vi. É gente falando cada língua esquisita que você fica até meio tonto! Haha
Gente que lugar maravilhoso, com macaquinhos e tudo, super top no quesito beleza e natureza, corram pra lá!
Os preços são meio salgados, mas valem cada centavo:
Adultos: R$ 53,00
Crianças (6 a 12 anos): R$ 26,00
Menores de 5 anos não pagam.


CRISTO REDENTOR O GRANDE ASTRO.
Ele sozinho é um ótimo motivo pra você ir conhecer o Rio.
No topo do morro do Corcovado ele faz jus ao ser um das 7 maravilhas do mundo. Não tem explicação o sentimento no momento que você olha pra ele.
Você quer ouvir mais línguas diferentes que no bondinho? O Cristo é o local.
E a vista? Digam oi ao Rio de Janeiro porque do Cristo a visão é fantástica. Quem vai ao Rio de Janeiro e não visita este monumento está se privando de uma das poucas emoções que ficam na nossa memória.
Então, sim o Rio é uma cidade violenta, cheia de problemas, mas SÃO PAULO também é. Acho uma atitude muito pequena paulistanos e cariocas que ficam disputando. Eu só conheço carioca legal (apesar do sotaque rs), não tem competição gente, vamos aplaudir essa cidade fantástica, chorem junto com os cariocas pela negligência pública diante de tantos problemas que o Rio enfrenta, SEJAM LOUCOS pelo cartão postal do Brasil!

Eu sou louca pelo Rio, mas amo minha São Paulo. Conhece o Rio? Ama, adora, odeia, tem medo?
Desejo aos cariocas uma excelente sexta no início do Rock in Rio, que tudo dê certo!

Beijos,

Natacha.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Qual o futuro da telenovela? Continuar a ser novela!


 por Lucas Nobre

Nosso convidado para o post VIP de hoje é o jornalista gaúcho Lucas Nobre. Figura sempre presente nas redes sociais, ele se prepara para lançar a biografia sobre Neusinha Brizola em parceria com Fábio Fabrício Fabretti ( um dos autores do livro "40 anos de Gloria" com Eduardo Nassife). Lucas foi um dos roteiristas selecionados na Master Class 2 (curso de roteiro ministrado por Aguinaldo Silva) no Rio de Janeiro. "Nobrezito", como prefere ser chamado, se dedica a escrever e também ao mundo empresarial.



Quem já passou pela experiência de fazer uma monografia (ou trabalho de conclusão de curso) sabe que é necessário abrir mão de alguma coisa por melhor gestora do tempo que a pessoa seja. Com dor no coração, coloquei telenovelas na lista. Aguentei uma semana apenas e entrei para o time dos que olham os capítulos pela internet. E não é que gostei? Há três anos é assim.

De vez em quando me dou ao luxo de acompanhar as tramas do mesmo jeito que milhões de brasileiros fazem religiosamente há anos. Só que hoje, 22 de setembro de 2011, completa um mês que voltei a ver novela no horário em que ela é exibida. Isso é um recorde pessoal. E o motivo se chama Fina Estampa
Pelo visto não foi só eu quem voltou a ter este hábito. Li uma notícia na coluna Outro Canal de que a atual novela das oito (se atualizar é preciso, mas ainda não consigo chamá-la de “das nove”!) está por atingir os patamares de audiência que não são vistos há pelo menos três anos. Isso pode ser interpretado como uma “Operação Resgate”... de público? Talvez.
Eu tenho uma teoria, daquelas bem simples de elaborar, explicar e entender: pode-se tentar vender uma trama como “inovadora”, investir milhões em melhorias técnicas, caprichar na fotografia, cenários, produzir figurinos impecáveis e ter locações no Azerbaijão... mas no fundo, o público só quer mesmo é ter uma novela. Ponto. Nada mais. Para que complicar ou tentar reinventar a roda? Inovar é bom sim, mas querer mexer na estrutura do folhetim tradicional é perigoso. Exemplos não faltam.   


Faço um desafio para você: liste cinco tramas recentes que começaram querendo se mostrar como “diferenciadas”, passaram por apuros na audiência e, no fim das contas, tiveram que recorrer aos velhos artifícios folhetinescos para fazê-las encontrar o caminho do sucesso. Tá certo que algumas conseguiram apenas o da dignidade, essas também valem.
Passei a acreditar mais nisso - a de que o público estava com saudades do velho e infalível novelão assumido - no capítulo de 7 de setembro de 2011. Naquele dia a minha timeline no Twitter não deu conta de atualizar a tag #finaestampa de tanto que se comentava sobre a novela no microblog com a cena em que Griselda (Lília Cabral)  desmascarava o filho Antenor (Caio Castro) na Mansão dos Velmont. Quer algo mais folhetinesco? Isso foi um elogio.

Não tenho o objetivo de fazer uma análise dos trinta dias da turma do Jardim Oceânico até porque quem sou eu para fazer isso? Eu havia prometido que não iria escrever a respeito do atual sucesso de Aguinaldo Silva por vários motivos. O maior deles é que estou mais para um torcedor do que para telespectador de Fina Estampa. É melhor assumir uma postura como a minha do que deixá-la velada (esse foi um momento #ficaadica para colunistas “especializados” em televisão).  
E aqui estou eu, quebrando minha promessa. Quem me conhece ou for buscar alguma referência minha para entender o porquê de eu seguir essa linha no meu texto, esclareço que isso não faz eu deixar de ser um homem de palavra, de Fina Estampa e de Nobre nome. Na verdade eu só quero manifestar o meu desejo de que o gênero telenovela evolua, inove, cresça... mas sem deixar de ser, em sua essência, novela!
Você pode encontrar o Nobrezito no:

Fotos: 
Fonte: Alex Carvalho / Divulgação Globo
Francisco Patrício

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E se os clássicos infantis fossem novela das oito? III

Cinderela por Aguinaldo Silva

Texto de Rodrigo Rocha



Cinderela é uma moça pobre, mas com personalidade forte, no estilo Paraíba masculina, que não deixa nada barato e não engole desaforo da madrasta. Fugiu do Nordeste pra tentar a vida na cidade grande, e descobriu o poder que seu corpo tinha perante os homens ricos, aqueles que não apareciam lá no Agreste, e se aproveitou disso. Mais tarde a madrasta e as filhas ficam sabendo do sucesso de Cinderela e vão atrás dela, morrendo de inveja, que conseguem fazer da vida dela um inferno, leia-se Perpetuas. Cinderela vai morar numa comunidade, em algum lugar do subúrbio do Rio que antes nunca fora mostrado numa novela, e lá vai levando a vida por conta própria, até que conhece um carnavalesco com grande influencia na cidade e que lhe arranja um emprego num jornal...

Cinderela passa a frequentar festas luxuosas, mas chega quando chega em casa, volta a pobreza, à sua vida de gata borralheira. Nesse meio ela fica sabendo que um importante político da Bahia vai dar uma festa para escolher sua pretendente... ela fica com vontade de ir, mas não se acha em condições, até que de repente aparece a Fada Madrinha, no estilo Claudia Alencar em Porto dos Milagres, e faz dela uma verdadeira princesa, mas somente até a meia noite. Cinderela vai a festa e lá acaba fazendo o politico se render às tentações do Agreste, e quando os dois estão no maior Love na cama, ela se dá conta do horário e sai correndo, antes que acabe o feitiço. O político, apaixonado, nota que ela esqueceu a calcinha e divulga que vai procurar a dona dela.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Independência do Cinema brasileiro!

 

Por Bruno Oliveira



       Ao começar esta resenha, eu me lembrei do meu primeiro contato com o filme que irei abordar, foi através do trailer, onde pude notar como é mágica a função do mesmo em denotar as fortes emoções que serão vividas durante as próximas horas em uma sala de cinema. E mais, as conclusões que podemos tirar em tão pouco tempo de exibição deste material que sintetiza a história do filme. Eu pude perceber o grande trabalho que envolveu a produção do mesmo, entre uma cena e outra, cria-se um grande espetáculo cinematográfico. Através do trailer surgiu o interesse de falar sobre o filme “O abajour” de Marcoz Gomez.
    O filme conta a História de Guilherme (Alex Reis), morador do Leblon, leva uma vida sofisticada e namora a filha de um importante advogado da cena carioca. Com Características tradicionais da alta sociedade: Roupas de marcas, festas badaladas, além de ser considerado um jovem exemplar por amigos, ele esconde um segredo, parte principal do filme, ele é um “Abajour”, espécie de informante da polícia, e descobre que seu amigo de infância, Murilo (Daniel Bouzas) é viciado em drogas e está com uma dívida com um agiota (Daniel Braga). A partir do momento que nosso personagem principal resolve ajudar o amigo, se inicia uma batalha intensa, marcada por muita ação e cenas eletrizantes do começo ao fim.
     Posto isso, verifiquei duas coisas que me chamaram a atenção: primeiramente a abordagem temática, desenvolver um enredo pautado em uma questão social tão recorrente no mundo em que vivemos é praticamente uma função do jornalismo. Temos aí um filme que segue as regras jornalísticas? Não! Temos um enredo verossimilhante com os conflitos sociais existentes, que vai além, mostrando como lidar com os altos e baixos da vida e denotar que o cinema brasileiro também é uma ferramenta de reflexão sobre a nossa sociedade e que não se entregou aos enredos tão comuns de bangue-bangue que uma ora ou outra aparecem na telona, não que isso seja ruim, mas “O abajour” ele rompe o limite imposto pelo cenário adotado para o cinema brasileiro atual! 

     Outro fato foi a descobrir como o mesmo foi feito. Nossa! Eu adoro essa parte, particularmente falando!. Não é um filme que segue as linhas de padrões comerciais, patrocinado por marcas de peso, modelo seguido por muitas produtoras consagradas aqui no Brasil, além disso, foge da escolha de um elenco com nomes conhecidos do grande público, o que me interessa mais ainda, pois dar certa vivacidade e importância a história, sai um pouco do óbvio de grandes filmes produzidos por aqui. ( ressaltei o nome dos atores na sinopse porque sem dúvida você vai conhecê-los!) É cinema produzido para quem quiser assistir, livre de um público em específico, uma obra Aberta, quase uma novela!Mas é cinema e brasileiro, repito isso, por que gosto da junção entre cinema e Brasil, é cinema independente de alta qualidade.
    A questão mais incrível (essa eu cito como “extra”, porque se ressalta pela significância), foi o envolvimento profissional por trás do mesmo. Num total de 50 pessoas, 29 atores mais equipe técnica, o filme com quase duas horas de duração, foi produzido por pessoas de talento, em equipe, mostrando que a união faz a força, colocando em prática o que antes só se falava em teoria, e mais, o filme denota a junção perfeita entre técnica e Arte. Acredito que será um grande motor de esperança e motivação para todos aqueles que trabalham com a sétima arte, mesmo que ainda estejam em produções de curtas (como eu, por exemplo).
      Não adianta ter somente uma idéia na cabeça e uma câmera na mão, como já dizia nosso mestre Glauber Rocha, Também!Mas para que o cinema aconteça, temos que ir além, quebrar paradigmas, fazer o diferencial, pois se o cinema é independente, ele também é diferente e tem potencial. E nessa rapaziada, EU ACREDITO!,Agora meus caros que eu liguei essa idéia em seus “escritórios cinematográficos”, popularmente conhecida como Memória, não se esqueçam de levar essa luz adiante!

 Confira o Trailler:



Curtem cinema nacional? Gostaram do filme? Comentem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FASHION | Projeto Fashion + Profile

Por Lais Ribeiro

Que o cabide nunca fica de fora das estréias, isso não é novidade, né? Mais dessa vez não será de novela, filmes ou peças teatrais, e sim de reality show fashionista! Isso ai, o Projeto Fashion estréia hoje às 22h45min na Band. Uma versão brasileira do Project Runway, com 12 estilistas que participarão dos desafios, todos propostos por temas, mais com tempo e dinheiro limitado, ou seja, criar sem gastar muito e com rapidez. De certo que ser criativo e pressionado ao mesmo tempo não favorece muito, mas esse é o intuito do programa, explorar o máximo de cada participante. Sempre acompanho a versão americana que é apresentado pela Heidi Klum e Tim Gunn, e acho as provas muito bem elaboradas, mais nem sempre os resultados agradam os jurados. Falando em jurados, para quem não sabe o Projeto Fashion será apresentado pela Adriane Galisteu e o estilista Alexandre Herchcovitch, e participarão do júri no desfile final o estilista que amo Reinaldo Lourenço e a simpática Susana Barbosa que é editora da Elle Brasil. E falando em Susana, para quem não sabe foi ela que estreou a coluna Profile Fashion no blog (post aqui), e claro que faço questão de fazer um UPDATE e ainda acrescentar curiosidades inéditas para vocês. Então vamos lá, conhecer a editora da Elle?

Reinaldo Lourenço, Susana Barbosa, Adriane Galisteu e Alexandre Herchcovitch
 Susana Barbosa, mineira e formada em Publicidade e Propaganda, e já há 10 anos trabalha na revista. Responsável pelas melhores capas já vistas na história da Elle Brasil, e de uma simpatia incomparável, certeza que vai arrasar no programa, pois experiência de jurada não falta, para que não sabe, Susana fez parte do júri no IT MTV Elle Fashion Fabric, junto com a Carol Ribeiro. Agora vamos ver os gostos pessoais dela?

Nome: Susana Barbosa
Idade: 39
Profissão: Editora de moda
Seu estilo: Cool, básico, casual, simple-chic. Um mix de Isabel Marant + Stella McCartney + Balmain + Marc Jacobs... Não tenho estilo muito definido. Estou meio pra Emmanuelle Alt. Uso muito jeans, botas e casacos. Jeans é quase um uniforme. Adoro!
Uma frase: Nada prova nada.
Ultima aquisição: Um macacão jeans da Isabel Marant, que comprei na última ida a Paris.
Um filme: Noites de Cabíria, do Fellini.
Uma música: Just a Perfect Day, do Velvet Underground.
Um livro: Uma aprendizagem ou o livro dos Prazeres, da Clarice Lispector.
Um restaurante: Dona Onça, no Copam, no Centro de SP.
Uma revista: ELLE Brasil
Uma viagem: Costa Amalfitana, Itália. Ainda não fui mas pretendo ir.
Wish List: Tempo. Se vendesse, eu compraria.
Segredo de Beleza: Não tenho. Não sou nada disciplinada pra isso.
Favorite Shop: No Brasil, NK Store.
Ícone da Moda: Jane Birkin
Seria BFF de: Caetano Veloso, Contardo Calligaris, Woody Allen. Só quero ser BFF de gente inteligente!!! Ah, seria BFF da Carine Roitfeld também
.

Exclusivas
- Para você, não é nenhuma novidade ser júri de um reality show de estilistas, pois já participou do IT MTV Elle Fashion Fabric, então inexperiência não é o problema. Mas qual é a expectativa para o Projeto Fashion?
O reality da Mtv era bem diferente do Projeto fashion. Era bem menor em termos de formato e mesmo de audiência. Assisti bastante à versão americana do programa e entendi rapidamente a dinâmica. Não tive dificuldade de fazer e acho que está muito bacana. Houve a maior sintonia entre a equipe. Reinaldo, Alexandre, eu e Adriane formamos um time que se diverte muito nesse trabalho.

- Sabemos que infelizmente essa edição do Projeto Fashion só vai deixar na vontade de muitos estilistas sonhando em participar, qual a dica para as pessoas que ainda pretendem participar do programa futuramente?
Acho que vale muito a pena. Do começo até agora percebemos uma evolução muito grande nos estilistas. Somos duros nas críticas, mas eles realmente têm aprendido e melhorado. Os prêmios também são excelentes!

Já está mais do que certo que o reality será um sucesso, ainda mais com esse time de jurados que são ícones da moda brasileira. E vocês já cancelaram os compromissos para assistir? Eu já, e ainda vou acompanhar pelo meu twitter, e comentar os babados do programa! Depois, claro quero saber o que acharam, ok?

Beijos,
Lais Ribeiro.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E se os clássicos infantis fossem novela das oito? II

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Branca de Neve por Glória Perez
 Texto de Rodrigo Rocha

Primeiro que essa é uma das histórias com maior número de personagens, um prato cheio para Gloria. Todas as noites sairiam pra Lapa, Gafieira e Estudantina, terminando em uma rodinha de samba, num bar estilo Dona Jura e Seu Gomes, sempre com participação de artistas do mundo real interagindo com Branca, sete anões e até o príncipe. Na trama seria feito uma campanha social em prol dos anões, mostrando os dramas e conflitos de quem é... com destaque para Dunga, que além de anão, é mudo. Também teriam assuntos atuais e polêmicos, criando discussões no país sobre desmatamento da floresta e agrotóxicos em maças. O Príncipe viria de outro país, assim mostrando a cultura de onde ele veio. Branca de Neve se tornaria amiga do caçador que a Bruxa havia mandado matá-la e que a mandou fugir, e viveria num dilema entre ficar com ele e o Príncipe... e que num dom que só Gloria tem, conseguiria mostrar o amor dela e do caçador e fazer o publico torcer a favor, assim deixando o Príncipe para Cinderela. 

A Bruxa Malvada quer Branca e os anões para experiências cientificas, como clonagens, transplante de coração e barriga de aluguel. Ah, e o Espelho Mágico da Bruxa seria muito criticado durante a trama, diriam que é fantasia, e depois de alguns anos descobriram que realmente é possível construir um e que ela estava sendo visionaria, mostrando a competência de discutir temas que no futuro estariam presentes no nosso dia-dia.


Confira também: Chapeuzinho Vermelho de Manoel Carlos
Confira também: Cinderela por Aguinaldo Silva

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

LADY GAGA: Uma Diva no Divã!


Por Bruno Oliveira

      Ta ae! Uma cantora que sempre oscilou na lista do meu gosto musical, inicialmente hesitei em colocá-la entre as cantoras do meu playlist, onde vigora: Madonna, Janis Joplin, Katy Perry, Adele (essa reina), Amy Winehouse, Adriana Calcanhoto, Rita Lee, Ana Carolina...Chega Bruno! Sua lista não cabe aqui! #fato.  Lady Gaga conseguiu me surpreender ultimamente com o lançamento do clipe de uma música em específico, mas antes falarei do meu  contato com a cantora.
    
Era meados de 2009, quando comecei a ouvir as músicas de Gaga pelo rádio, ela ainda não tinha caído no gosto popular, mas já estava causando certo barulho, era praticamente um círculo vicioso entrar no ônibus e ver alguém balançando a cabeça ao som de “Just Dance”, parar para fazer um lanche e um rádio lá no final do corredor  tocando “Love Game” e  ainda chegar em casa e ouvir a vizinha aos berros em “Paparazzi” como se ela mesma fosse uma Diva perseguida pelos flashes da fama,e isso todos os dias.E quais eram os comentários
Quem é essaMadonna? Eu adoro essa música! Vai dar uma festa? Vai tocar “Poker Face”? E ainda não parava por ai, resultado daquele ano: O Álbum venceu três prêmios, um deles como melhor Álbum do ano (Prêmio Oye!) e ainda foi parar nas paradas de sucesso!
                   
      No final daquele mesmo ano, Novembro, mês referente ao Brasil, Gaga lançou o álbum “The fame Monster”. E sua grande polêmica foi lançada, não que ela não tenha causado antes, mas agora ficara evidente a forte referência a Madonna. O primeiro dos singles foi “Bad Romance” que virou hino na voz da “Mother Monster”, até ai tudo tranqüilo, apesar de algumas declarações polêmicas quando dizia que ela é a nova rainha do pop. Os fãs de Madonna inicialmente nem se importaram, já os fãs de Gaga diziam com veemência: Sim ela é a New Queen!


      A explosão da polêmica  foi com “Telephone” ao lado de Beyonce onde fez forte referência a Madonna e Austin Power em “Beautiful Stranger” e em seguida "Alejandro" onde vemos forte referência de “Like a Prayer” de Madonna,este clipe de Gaga inclusive, causou forte burburinho no meio religioso.Foi  ae que o meu gosto por Lady gaga diminuiu,não que eu seja uma pessoa rígida e super religiosa,o tema religião no clipe mexeu um pouco comigo no sentido: precisa mesmo ser assim? Mas a questão era: onde está Lady gaga? Por que ela quer ser Madonna? Cadê aquela artista que sabe causar nas paradas musicais sem precisar fazer referência a nenhuma outra artista? Estaríamos agora com uma cover da Madonna?

      Bom, passei um longo período sem ouvi-la, nem queria mais saber, lia diversos comentários de amigos nas redes sociais, mas nem comentava, definitivamente, Lady Gaga se tornou uma anônima para mim naquele momento. Até que 2011 chegou e com ele “Born This Way”, com o single do mesmo nome, Gaga lançou outro hino, dessa vez sobre a liberdade étnica, religiosa, sexual, enfim, um hino contra o preconceito, o mau da sociedade! O fato é que, Gaga voltava a renascer, mesmo que os críticos voltassem a hostilizá-la pela referência á “Expressa yourself” da Madonna, mas dessa vez era diferente, Lady Gaga estava com a alma  renovada, referência ou não, a letra tinha uma mensagem. Mesmo depois vindo “Judas” e uma Maria Madalena nascendo no interior de Gaga (vamos combinar, Lady Gaga é isso! Uma “Show Woman” , ela sabe o que é e como fazer sucesso!).

      Mas eu falei e falei e falei... Afinal qual é o clipe que mais me tocou até o momento? “THE EDGE OF GLORY”, com uma letra sensacional e um clipe simples onde Gaga aparece com uma coreografia pouco performática, a falta de dançarinos, e o uso de apenas um traje, meus caros, para uma artista explosiva como ela, isso não é normal. Mas mesmo assim o clipe passa uma atmosfera incrível de som e imagem, olha eu falando de audiovisual, sério, parece cenas de filmes clássicos de Hollywood com direito a Oscar de: melhor direção de fotografia, melhor atriz, edição de som, figurino e maquiagem, enfim, a mother monster está uma verdadeira Diva.

      Finalmente, Lady Gaga renasceu das cinzas para mim como uma Fénix, destinada a dar grandes voôs com o destino ao sucesso. Essa garota é de ouro e vai longe. Quero dizer já está alçando grandes voôs ainda mais agora com : “You and I”, “Hair”.
      E então gostaram da minha sessão de análise com a Gaga? Pelo menos uma vez no mês eu me disponho a trazer alguma diva para o meu Divã, se quiserem podem me dar sugestões pelos comentários, ok!, Até  o próximo divã!.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ANÁLISE: Dez setembros depois

Por Júnior Bueno



Antes de 2001, o dia 11/9 só não passava em branco para quem nele aniversariava. Depois da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, na manhã daquele dia, o onze de setembro passou a ser um vulto que carrega em si uma gama imensa de significados: a dor, o medo, o desespero, o fanatismo, a crueldade. O atentado e os eventos que ele desencadeou moldaram os rumos deste século. A guerra e a paranóia acabaram por respingar em diversos aspectos na vida cotidiana das pessoas nesta década. De templos a aeroportos, os vestígios daquele setembro se fizeram notar, às vezes em silêncio, outras ruidosamente.



Se a produção cultural de uma era reflete a forma como o homem se interpreta, podemos dizer que a herança cultural do onze de setembro foi uma década marcada pelo fascínio do mundo islâmico, com suas belezas e horrores. Entre os livros mais vendidos nestes dez anos, destacam-se O livreiro de Cabul, da norueguesa Asne Seierstad e O caçador de pipas do afegão-americano Khaled Hosseini. O primeiro, uma história real, mostra o dia a dia de uma família no já arrasado Afeganistão, trazendo um panorama minucioso da vida doméstica dos cidadãos daquele país, onde se contrastam otimismo e miséria, tirania e delicadeza. O segundo, que originou um filme homônimo é um romance que tem como pano de fundo um país tomado pela intolerância e fanatismo do regime talibã. O interesse por desvelar o povo muçulmano para além do fanatismo encontrou eco em livros religiosos, biografias, tratados e até mesmo a autoajuda bebeu nesta fonte.



Os mistérios que cercam povos do Oriente ganharam cores até em telenovela. O clone de Glória Perez, já estava sendo gravada em Marrocos quando dos atentados e coincidentemente o Islamismo era um dos temas da novela. Entre enredos mirabolantes da trama global, o público se familiarizou com costumes e tradições daquela gente até então, pouco conhecida. A novela tornou-se um sucesso mundial, sendo exportada para mais de 90 países e gerando uma versão hispânica. Inshalá!

Outro traço cultural desta década é a paranóia americana em relação a imigrantes de qualquer origem. E o maior ícone dessa tendência é o agente antiterrorismo Jack Bauer, personagem de Kiefer Southerland na série 24 horas. O anti-herói, ao longo de sete temporadas fazia o diabo para salvar os Estados Unidos (e o resto do mundo se desse tempo) em apenas um dia. Adepto do lema “os fins justificam os meios” ele era capaz de matar e torturar sem piedade qualquer um que pudesse representar uma ameaça à paz americana. Os inimigos eram invariavelmente estrangeiros, sendo grande parte de origem islâmica. Aliás, os vilões com traços árabes estão para os filmes desta década como os frios russos estão para os filmes de ação dos anos 80.



Naturalmente esse medo acabou gerando uma onda de preconceito racial, que, naturalmente gerou um tsunami de protestos. Poucas vezes (pra não dizer nunca) um presidente americano foi tão impopular, quanto George W. Bush. Sua cruzada contra o terror acabou criando conflitos intermináveis no Iraque que cativou a inimizade de pessoas dos outros cantos do planeta. Uma das pedras no sapato de Bush foi o cineasta Michael Moore, que em 2004 lançou o documentário Fahrenheit 9/11, onde dissecou as causas e consequências dos atentados e levantando questões sobre quais seriam os reais motivos que levaram Bush a atacar o Iraque. A anti-guerra mexeu também com o mercado musical e vários artistas e bandas lançaram álbuns com canções inspiradas pelo trauma pós 11 de setembro. Um destaque desta safra é a banda de punk-rock Green Day com o elogiado American idiot, com letras de repudio à guerra e sobre soldados morrendo em campo, longe de suas famílias.



No cinema, os estúdios trataram de encontrar meios para abordar o assunto, a começar por apagar digitalmente as imagens das torres dos filmes que estavam para estrear. Depois, vieram os filmes que recriavam a tragédia e exaltavam os heróis anônimos. As torres gêmeas narrava o esforço de policiais e cidadãos comuns para tentar salvar pessoas antes no momento do desabamento. E Voo United 93 mostrou o drama vivido pelos passageiros do avião sequestrado por terroristas e abatido pelos próprios passageiros. Passado o trauma inicial, logo surgiu também uma leva de filmes de suspense ambientado em aviões, alguns beirando ao mau gosto.

Curiosamente, Osama Bin Laden, responsável pelos atentados, e personagem central deste enredo não virou tema de filme nem teve sua vida romanceada, no máximo uma biografia feita às pressas sobre sua família e lançada logo após o atentado. O vilão, sempre um personagem interessante da ficção, na vida real causou calafrios e lembranças ruins. Até mesmo a sua morte, que poderia culminar no clímax de um roteiro de Hollywood, foi a mais discreta possível. Um desfecho silencioso pra quem entrou para a História explodindo prédios.

E você, onde estava naquela terça feira de cinzas?

Júnior Bueno

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vale a pena ver de novo?



Por Willian Bressan

Agora todos já sabem. Hoje, “Mulheres de areia” está de volta à faixa do “Vale a pena ver de novo”. Para mim, foi uma grande emoção descobrir que a minha novela preferida seria reprisada novamente. Mas não posso, efetivamente, fazer aqui um texto elogiando a volta dessa novela.

Na minha ética de 75% jornalista (decorridos seis semestres e meio, praticamente) aprendi que a paixão por um determinado assunto pode cegar nossos instintos de julgamento. Não acredito na imparcialidade do jornalismo, mas na busca por. Embora a coluna esteja inserida dentro do jornalismo opinativo, o que me permitiria fazer uma coluna rasgando elogios para essa novela.


“Mulheres de areia” foi a primeira novela que vi na vida. Tinha cinco anos em 1996 quando fui seduzido pelas gêmeas “idênticas, mas de temperamentos opostos”, vividas por Gloria Pires. Tudo me fascinava naquela história: o enredo, a praia, a beleza da Raquel...naquele momento eu me apaixonei pela primeira vez e foi justamente por uma personagem de novela! Para mim, Gloria estava lindíssima depois de ganhar Antonia e seu cabelão estava maravilhoso, sexy, totalmente perfeito para as gêmeas!

Esta obra de Ivani Ribeiro me traz lembranças totalmente doces e maravilhosas de uma bela parte de minha vida. Para mim, com certeza valerá a pena ver de novo, e para você, leitor? Proponho aqui, uma coluna conjunta: relembrar momentos positivos e marcantes dessa grande história da teledramatugia brasileira.

domingo, 11 de setembro de 2011

Mulheres de Areia, Os bastidores!

por Solange Castro Neves

O Cabide Fala começará a publicar textos de ilustres convidados, e para estrear contamos com a participação da talentosa Solange Castro Neves, a novelista que foi co-autora de "Mulheres de Areia" nos concedeu um texto sobre os bastidores da trama que reestreia amanhã na Globo de forma bem solícita. Confiram abaixo!

Adorei a ideia da Rede Globo reprisar Mulheres de Areia pois foi um grande sucesso na TV e a considero uma obra atemporal. A trama é bem estruturada e os conflitos existentes são atuais, fazem parte do dia-a-dia de milhares de telespectadores. O enredo possui toda gama de emoções necessárias para prender o público: muita ação, momentos de alegria, expectativa, de pureza através da personagem do Tonho da Lua, a personalidade doentia de Virgílio Assunção, personagem de Raul Cortez que brilhou em cenas de extrema complexidade pois possuía uma doença rara - rim policístico - que é considerada incurável até os dias de hoje. Não podemos esquecer do brilhantismo da nossa atriz Glória Pires que interpretou as gêmeas Ruth e Raquel, de temperamentos opostos, e ainda uma terceira personalidade, quando Raquel se passava por Ruth, imitando os trejeitos e a meiguice da outra.

Um fato interessante aconteceu com a personagem de Paulo Goulart, o Donato, que era padrasto de Glorinha e que tentava abusar da própria enteada. Era um vilão, que carregava no peito, duas correntes de contas brancas e azuis, e se dizia filho de Yemanjá. Os pais e mães de santo, na época, começaram a protestar, escrever cartas, irem à imprensa, furiosos, dizendo que os filhos de Yemanjá estavam revoltados com a personagem do vilão, que ele jamais seria filho da rainha das águas.


Na época não tinha conhecimentos espirituais para rebater as críticas e não havia tempo disponível para pesquisar, pois não existia internet. Para ganhar tempo, eu respondia as entrevistas dizendo que logo mais eles iriam se surpreender e entender a posição da personagem. Depois de ler uma crítica muito pesada, tive a ideia de que os colares de Donato arrebentariam do seu pescoço, caindo as contas pela areia, e as ondas do mar as levariam embora, e logo mais, um pouco afastada da praia, no meio do mar, apareceria uma imagem de Yemanjá, dizendo que ele não era seu filho. Os ânimos se acalmaram e o problema foi resolvido. Desde então, aprendi a importância de cada detalhe e do conhecimento profundo sobre o que se está escrevendo, para não ferir a suscetibilidade do público.
Acredito que Mulheres de Areia encantará a todos mais uma vez, não deixando de lembrar que naquela época não havia a tecnologia de hoje e que o trabalho em fazer as gêmeas Ruth e Raquel, foi praticamente artesanal, através da brilhante atuação do diretor Wolf Maya. Essa novela foi, para mim, um marco profissional, pois Ivani encontrava-se com problemas de saúde na família e eu assumi a novela sozinha. As únicas pessoas que sabiam desse fato eram Mario Lucio Vaz, Paulo Ubiratan que confiaram em meu trabalho. Esse fato fez com que, na A Viagem, eu fosse promovida a co-autora e Paulo Ubiratan me fez uma homenagem em forma de brincadeira, colocando meu nome em letras garrafais, pois me conhecia muito bem e sabia o quanto sou tímida.
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